A gentileza, a educação ( não a de caráter técnico, nem tão primordial quanto ) é de muita pertinência nesses tempos de violência e exclusão social. Sou crítico atroz da empáfia, arrogância, de muitas pessoas. Que custa ser agradável em um simples emitir de "bom-dia", "boa-tarde", "olá", seja no local de trabalho, no condomínio onde se mora, no bairro onde se reside, enfim, e, ao receber, responder cordialmente. Ao entrar numa sala de espera, cumprimentar as pessoas que lá estão. Infelizmente, é comum você encontrar numa sala algumas pessoas, dar um "bom-dia" e ouvir a resposta de uma só ou pior, às vezes de nenhuma. Mesmo assim, o que interessa é não desanimar. No elevador, esperar as pessoas descerem, pois elas têm prioridade e agradecer quando alguém segura a porta para você, informar à ascensorista o andar que deseja e ao descer agradecê-la, ao sair de uma sala, segurar a porta para quem vem atrás ou para quem vai entrar, liberar a cadeira que você ocupou com a bolsa ou um pacote, ao perceber a aproximação de alguém, antes da pessoa ter que pedir, agradecer todo serviço que lhe é prestado, agradecer ao carteiro, ao entregador de jornal, não deixar a gentileza de lado no trânsito, se o sinal abriu e algum pedestre está no meio do caminho, entre uma e outra calçada deixe-o passar antes de buzinar ou acelerar o carro e quando estiver a pé e receber uma gentileza dessas, não deixe de agradecer com um sorriso ou um sinal com o polegar. Enfim, não deixe de pedir desculpa ao esbarrar em alguém, ajudar uma pessoa idosa ou deficiente, quando for preciso. E então? Será difícil tal tipo de comportamento de postura?
Desafortunadamente, para muitas pessoas, parece que sim. Ocorre que elas não sabem ou não pararam para refletir que praticar gentileza é muito saudável, gratificante! É só praticar. Gentileza gera gentileza. Acarreta em sorriso ímpar do beneficiado e leveza de alma de quem pratica. Basta experimentar e constatar. Arrogância, egoísmo se traduz como mesquinhez, pequenez. Ser gentil é ser humilde e conseqüentemente orgulho de viver sob a grandeza de tal virtude.
[Terça-feira, Maio 15, 2007]
Ao ficar parada, por um longo tempo, à frente do computador, ela estava negligenciando a si mesma. Desde que percebeu que devia se colocar como agente de mudanças e não como alguém à espera de que as coisas mudem, determinou-se a cuidar de si, como cuidava dos demais membros da família. Aprendeu que isto não é dizer não às demais pessoas, mas dizer sim a ela mesma.
Hoje vive mais leve (não referindo-se ao peso, embora isto também seja levado em consideração), menos preocupada, menos estressada. Preocupações antecipadas com coisas que não dependam dela, não lhe tiram mais o sono, não a impedem de sorrir, de sentir-se feliz.
Isto aconteceu porque abriu espaços em seu coração, liberando-se de pesos e pessoas inúteis, negativas, acumulados ao longo dos anos e que não só a mantinha presa às coisas passadas, como impediam-na de perceber o que a cercava, de viver o presente, de realizar coisas que deixam-na realizada.
Em função deste sentimento de libertação surgiu a alegria do reencontro consigo mesma, o prazer do recomeço, a esperança e a confiança num progresso pessoal no qual é importante que os desejos e as ações estejam em harmonia; o que produz mais equilíbrio interior que se reflete também nas atitudes, visando viver com mais sabedoria que só pode ser obtida através de evolução sistemática, constante, objetivando uma forma de ser cada vez mais comprometida com o bem-estar, a qualidade de vida, pessoal e familiar, sem descuidar de princípios morais e éticos sem os quais as mudanças não seriam válidas.
[Segunda-feira, Maio 07, 2007]