Os mais próximos sabem de minha incansável luta contra a balança. Há 7 anos perdi 26 quilos e minha vida mudou desde então, pra melhor. Bem melhor, diga-se. Segundo pesquisa divulgada na revista Veja, somente 5% da população consegue tal façanha, "manter-se magro". Mas será esta uma expressão correta ?
Noto a forma desesperada das pessoas na busca de fórmulas milagrosas para emagrecer. Como se a solução viesse de fora para dentro, como se algo entrasse no seu organismo e o tornasse magro, amado, admirado.
Sabemos que a solução para nossa auto-estima vem do nosso interior, de um desejo quase sobrenatural de impormos nossa forma de ser diante do mundo e da sociedade, que impiedosamente discrimina os obesos.
Os alimentos são as mais primitivas formas de amor simbólico que recebemos, desde o útero materno.
Não podemos querer ser felizes ou nos fazermos pessoas felizes, nos proibindo de comer, modificando apetites, alterando nossa forma de ver o mundo, de forma artificial.
Um dia, voltamos a ser nós mesmos e então obesos novamente.
A proposta da reeducação alimentar é muito mais do que uma mudança no corpo, no peso ou na imagem. É um processo, às vezes lento sim, mas podendo ser definitivo, na mudança de nossos valores como pessoa e na nossa forma de vida.
Mudar os hábitos alimentares é rever mais do que tudo o valor dos alimentos e dos sentimentos na nossa vida.
A compulsão, na maioria das vezes sofrida, debatida por nós mesmos, deve ser tratada com afeto, com comida e não com falta de comida.
Se ficarmos com culpa, com raiva de nós mesmos, só estaremos agravando nossa doída solidão diante da obesidade.
Levamos muitas vezes dez anos engordando e queremos emagrecer em dois meses. Será que não precisamos ter conosco mais complacência, tolerância e tratarmos desse assunto com mais seriedade e dignidade?
Há pessoas que já tomaram tudo, fizeram de tudo, todas as dietas, regimes e simpatias. Tudo errado. A palavra dieta deveria ter sido erradicada do vocabulário médico faz tempo!
Abraçamos juntos, sim, a árdua mudança. Não só no corpo, mas em tudo que implique mudança diante de nós mesmos.
É válida a tentativa, é louvável, é justa, uma vez que buscamos o caminho dentro de nós na perspectiva de encontrarmos uma nova pessoa no fim do túnel. E quando a achamos, meus caros, os sacrifícios subitamente desaparecem...
[Sexta-feira, Fevereiro 27, 2004]
Encerrados os festejos carnavalescos, ecoaram-me as palavras de Árquias de Tarento (filósofo contemporâneo de Platão): "Nenhuma desgraça é mais temível do que a voluptuosidade do corpo desenfreadamente incitada pelas paixões."
Será ?! Endossam ou não endossam ??
[Quinta-feira, Fevereiro 26, 2004]
Hoje só vão me achar juntinho com a Predadora , e no Geleca Geral!
Bom carnaval a todos!!
[Sexta-feira, Fevereiro 20, 2004]
Ela "ensinou" que não posso explicar-me a mim mesmo como ser. Muito menos posso explicar-me que sou transcendente e acrescentar toda a explicação de minha realidade. Isso significa, prossegiu a "psicanalista", que o "ego" não é nunca objeto. É simplesmente o subjectum e não se reflete no pensamento. É mistério e transcendência ao entendimento.
E a mim, só coube uma exclamação ( já conhecida por aqui ):
_ É o quê ,hômi ??! _ E desta feita acrescentei:
_ Acho que já pode parar de beber...
[Quinta-feira, Fevereiro 19, 2004]
Blog ? Fotolog ? Que nada...A nova "onda" agora é o moblog!!
O site TextAmerica coloca blogs no ar, com imagens e comentários, via celulares. O serviço vale para todo o planeta e é grátis. Lá, você se cadastra e recebe um e-mail e um endereço para o seu moblog.
Quando quiser colocar alguma coisa no ar, basta tirar um foto e mandar, via e-mail, a imagem com comentário por seu celular e ela será vista instantaneamente pelo mundo inteiro. O TextAmerica é gratuito.
Extraído do Mural de Recados administrado pelo Daniel, o senhor da blogosfera!
[Quarta-feira, Fevereiro 18, 2004]
Ele tentara de todas as formas.Nunca insistira tanto ao ponto de esgotar por completo os argumentos, com uma mulher. Mas a jovem loira jamais aquiescera.De nada adiantara fazê-la sorrir, divertí-la. Os presentes, as surprêsas, as declarações públicas, o seu exemplar comportamento outrora duvidoso, a dedicação integral à conquista de seu amor, tudo em vão... Ela educadamente esquivara-se de suas criativas investidas ! Tamanho e sincero era o assédio que a própria família da desejada torcera por ele. Cativara seu próprio ciclo de amizades, inclusive, que endossavam o namoro. Depois de meses, o pretendente, de forma súbita, desaparecera.
Ela sentira uma inquietação, mesclada ao alívio. Afinal, gostara dele como indivíduo. Apreciara sua jocosa inteligência, sua fome de vida, sua determinação discreta que não chegara a impacientá-la. Ele demonstrara uma espécie de presença invisível, alguém que sempre estava ali, na hora exata, garantindo-lhe,sim, muita satisfação. Os amigos e parentes compartilhavam de tal sentimento.
Num fim de tarde ao chegar em casa, encontrara uma quantidade colossal de flores das mais variadas cores pelo terraço. Espantada, notara que a sala também estava repleta,o perfume dominava o ambinete. Seguindo o belo rastro pelo corredor igualmente repleto,entrou em seu quarto. Este, era um mar vermelho de rosas. Interrompera o suave sorriso e franzira a testa ao ver uma lápide, em meio ao ofuscante rubro, sobre sua cama. No mármore, a frase em letras douradas: " Aqui jaz um grande amor ".
[Terça-feira, Fevereiro 17, 2004]
Só o rebelde consegue agregar forças transformadoras,sair do mundo das idéias, libertar-se das repressões que alimentam o medo e minam a potência do homem. Seu pensamento tem uma lógica matemática em fuga do fenômeno existencial na sua originalidade. Seu sentimento tem a pureza de quem olha para a natureza e por ela se encanta na simplicidade do verde-azul estações. Sua intuição, desponta dos silêncios meditativos e dos mergulhos,de conhecer a si mesmo. Sua sensação flui em desejos e tensões à flor da pele na mutação alquímica da relativa física. Totalizado, esse rebelde vive cada único instante como se fosse a eternidade. Não é manso, nem "bonzinho" pois sua verdade sempre sobrepôe-se a mentira...
[Domingo, Fevereiro 15, 2004]
Comum ouvirmos das pessoas queixas com relação à depreciação do poder de compra do vil metal, ao longo dos anos, concluindo que outrora não precisava-se apertar tanto o cinto no orçamento mensal. Não questiono tal verdade.Mas como todos os fatos parecem ter uma outra face, lembremo-nos também que em tempos idos as opções de consumo eram mais limitadas e não pipocavam a todo instante nas nossas fuças. Some na contabilidade do passado gastos como provedor de internet, contas de celular, Dvd, tv por assinatura, fast food, universidade particular, cursos de línguas, lentes de contato, a atual carga tributária, planos de saúde, segurança eletrônica, encargos sociais, cartões de crédito, etc. Será que , ainda assim , a fivela do mencionado cinto orçamentário não cobriria uns buraquinhos a mais ?
[Quinta-feira, Fevereiro 12, 2004]
Lembrete: Agora também discorro meus devaneios no Geleca Geral, conjuntamente com a Paty e a calanguinha do cerrado Catia.
Vão lá "curiar" essa mesclagem de "estilos" ..!
[Quinta-feira, Fevereiro 12, 2004]
Atenção: post longo. Aconselha-se usar a impressora para lê-lo depois, o conteúdo pode gerar controvérsias.
Não adianta espernear , duvidar ou , pior, iludir-se. Os empregos vão acabar. Não ocorrerá hoje nem amanhã, mas o inexorável negrume deste quadro está mais perto do que longe! O conceito atual de emprego está em rota de extinção.
Já ouviu falar em empregabilidade?. Pois bem, este termo está sendo cada vez mais questionado e aplicado nas empresas de pequeno, médio e grande porte, isto vem ocorrendo pelo fato de
que as mudanças em todos os sentidos e setores têm exigido competências e habilidades sem precedentes. Mesmo em atividades tradicionais e aparentemente sem muitos desafios a realidade começa a mudar e sinalizar para o fim do emprego como conhecemos.
Estabilidade é palavrão. Tranqüilidade só se for na lua. Poucas coisas são certas e verdadeiras atualmente, no entanto, uma "verdade" parece ganhar corpo: manter-se empregável - e isto significa, manter-se atraente aos olhos do mercado - é um dos grandes desafios de profissionais que almejam diferenciação.
Mas não se alarme (ou se alarme), ainda há espaços para os incompetentes, encostados, preguiçosos e pouco produtivos. Em que lugar? Em algumas repartições públicas com o sinistro "apadrinhamento" nas empresas que ainda não despertaram para a urgência do senso de equipe, acostumadas a fórmulas prontas, que se recusam a qualificar e aprimorar seus colaboradores, que não avaliam produtividade e contribuição para a causa da empresa ou ainda nas que tem em seu quadro os "deuses",sim, os "deuses".Aqueles que sabem de tudo, que acreditam que a sua visão de mundo é a melhor, que fazem vista grossa para a própria incompetência, aqueles que não se dignam a tirar os olhos do próprio umbigo.
Para se ter uma noção da urgência de trabalhar com o conceito de empregabilidade basta perceber que o computador vem tomando corpo no dia-a-dia das empresas, e isto exige novas competências. A força bruta esta sendo substituída pela criatividade, os conflitos vem dando lugar as negociações e o medo ou métodos punitivos que assombram as pessoas vem sendo trocado pela motivação.
Esta era maravilhosa, em que o ser vem antes do ter ainda está engatinhando, no entanto, da mesma maneira vem exigindo mais e excluindo de forma acintosa e contundente aqueles que não estão buscando adequação. O individualismo vem perdendo espaço, as equipes de uma única estrela estão deixando de ganhar campeonatos, afinal, por melhor que você ou seu departamento seja, existe sem sombra de dúvidas a interdependência e inter-relacionamento com outros setores com outros departamentos.
No entanto, existe um fato alarmante, a maioria dos profissionais está obsoleto ou possuem um tempo de adequação bastante reduzido.Alguns fatores exercem maior pressão ao nosso cotidiano, entre eles pode-se destacar: A tecnologia que tanto facilita e melhora nossas vidas, mas que em
contrapartida nos impõe a necessidade de rápida adequação, veja o exemplo dos bancos, o quanto evoluíram em termos de tecnologia tanto hard (máquinas e equipamentos) quanto soft (transferências eletrônicas, serviços inteligentes).
Mas não é somente a tecnologia que influencia nossa capacidade de adequação ao mercado, profissões como por exemplo o antigo contador vem dando lugar a um gestor de informações, que pode atuar como um "termômetro" das empresas.
O frentista de um posto hoje deve ter noções de mecânica, atendimento ao consumidor, localização de pontos importantes da cidade, entendimento do senso de pressa e urgência do cliente.
O conceito de empregabilidade esta intimamente ligado com a capacidade de gerir informações, com a capacidade de tornar dados em ações contundentes. Com o final das taxas de inflação com mais de 2 dígitos, aliadas a grande quantidade de novos produtos lançados quase que diariamente e ainda acirramento mais contundente da concorrência , as empresas viram suas margens de lucro decrescerem pois os consumidores também se tornaram mais exigentes ao longo desta década que passou.
Com os consumidores mais informados e menos tolerantes a erros, deslizes custam caro, ineficiência pode significar a perda definitiva dos clientes reais e potenciais.
Estes fatos vêm impondo a urgência de meios e soluções para cortes de custo e busca de lucratividade ao tempo que exige a criação de laços de relacionamento com os consumidores.
Quando ocorre uma revolução seja ela tecnológica ou de qualquer outra ordem - e não me refiro necessariamente a aquelas estrondosas e vistas a olhos nus, na maioria das vezes é sutil e quase imperceptível - isto muda toda a lógica do jogo.
Adiante reclamar?
Adianta praguejar?
Não. Por enquanto concentremo-nos no seguinte:
Saia da zona de comodidade.
Estude, estude, estude. Leia, leia, leia. Só quem se dedica a buscar e aplicar novos conhecimentos é que pode se dar ao luxo de dizer que está fazendo algo por si.
Valorize, festeje cada vitória.Valorize mais ainda cada derrota, além de seqüelas, elas também nos deixam valiosos ensinamentos.
Dê atenção a sua família e aos amigos. Reserve-se o direito de ter um dia bom, um dia de tranqüilidade, e saiba aproveitá-lo.
Veja o mundo com outros olhos, mas procure levantar a cabeça e ver o que acontece ao redor, não necessariamente apenas em sua área de atividade.
Busque uma atividade de lazer, tenha um hobby saudável e produtivo. Que venha a te fazer uma pessoa melhor.
Trabalhe por prazer e não por obrigação. Tenha o objetivo de construir algo em sua vida, para poder morrer com a certeza de que não foi mais um entre tantos.
Lembre-se: Sucesso e fracasso são uma questão de hábito. E segundo um ditado chinês "o plantio é opcional, mas a colheita é obrigatória".
[Terça-feira, Fevereiro 10, 2004]
Um poco de besteirol nesta segunda feira ociosa por aqui...
"Caquinho" era como gentilmente costumava chamar, com seus botões, seu segundo pré molar arrebentado numa colisão futebolística, há tempos quase imemoriais. O nome deriva do fato do mesmo só ter restado uma pontinha, "um caco". Como o dito não doía , não foi ao dentista. Aliás, escondeu a sequela de sua genitora e adquiriu o hábito de ficar passando a língua sobre aquela superfície pontiaguda. Tornou-se um vício , inclusive. Nas mais variadas situações , quase que instintivamente ficava a sentir prazer em ávidas "pinceladas" sobre aquele arremedo de dente. No momento da escovação separava sempre um tempo extra para "caquinho". E quando a puberdade chegou , e as experiências sexuais começaram ? Pedia , no prólogo do gozo, que a parceira passasse a língua em "caquinho" no que turbinava sua excitação e arfando feito um animal com a boca aberta, atingia o momento mestre!
Mas por mais que adiasse, chegou o dia inevitável de comparecer ao cirurgião dentista. O mesmo deu o mal fadado prognóstico: Se "caquinho" não fosse extraído , poderia infeccionar e trazer maiores complicações". O piramidal dente lutou bravamente mas sucumbiu. Em seu lugar um dente novo, artificial, de superfície lisinha. Sem graça.
Mas ainda por muito tempo, numa daquelas súbitas recordações, sua língua procurava por "caquinho" , em busca daquele "alfinetar" tão prazeroso...
[Segunda-feira, Fevereiro 09, 2004]
A bordo de um dos escaleres, o imperador esboça um tímido sorriso fingindo se tratar de um passeio. Com isso, intenta minimizar o visível sofrimento da imperatriz. O escaler aproxima-se do Warspite. Na base da escada o almirante Baker aguarda. De súbito, dom Pedro parece se dar conta de algo importante. Inquieto, dirige sinais frenéticos à imperatriz e aponta para a sua saia fazendo trejeitos com o canto da boca. Nervosa, atordoada em demasia para entendê-lo, dona Amélia pergunta-lhe em voz alta: "O que foi? O que vossa majestade está querendo falar?" O imperador retruca: "Como é que você vai subir naquela escada?" Ela responde: "O que é que tem?" Por um instante imagina que o marido esteja a fazer alguma referência à sua gravidez. "Não estou doente!", acrescenta. "Mas estás sem calças!", grita, nervoso, dom Pedro I. Há risinhos de mofa entre os remadores que conhecem a língua portuguesa. Uma tragédia! Mas isso não é incomum na época. As dezenas de saias descem até os pés e a maldita peça íntima é um estorvo debaixo de tantos panos. Dona Amélia enrubesce. O marido não precisava ter falado aquilo aos gritos.
Quando o escaler encosta no navio, dom Pedro dirige-se ao almirante e solicita-lhe uma cadeirinha para transportar a esposa. Baker desculpa-se: um barco de guerra não possui semelhante aparato. O imperador cora e, para que não haja dúvidas quanto a ser compreendido, repete em francês: "Mais elle n'a point de pantalons!" Rubro, o almirante Baker engasga, tosse, pigarreia, respira fundo. Não sabe o que dizer. Na ânsia de ajudar, a marquesa de Loulé, cunhada da imperatriz, interfere: "Bobagem sua, irmão. Há poucos dias eu mesma subi e desci esta mesma escada sem a maldita peça e ninguém percebeu. " E, virando-se para o almirante, que já está quase por se jogar às águas da baía de Guanabara de tanto embaraço, arremata: "O senhor percebeu, almirante?" Mais tosses, novos pigarros! Mas a comédia está feita. Com dignidade, a imperatriz sorri para o almirante Baker que parece recuperar o fôlego. Gentilmente ele estende o braço que a imperatriz aceita e sobe ao seu lado com elegância e finesse. Diligente, dom Pedro permanece no escaler: vigia atento para que os remadores mantenham as cabeças abaixadas. E lá se vão os imperadores sem coroa na busca de novas aventuras...
[Sexta-feira, Fevereiro 06, 2004]
Hoje aniversariam , por essas coincidências do espaço amostral de 365 dias, duas amigas conhecidas da blogosfera, que o suposto destino aproximaram-nos. A empatia foi imediata,assim como a delas de outras épocas , concretizadas no chamado "mundo real". Meus sinceros votos de constantes regozijos nesta jornada complexa da vida, adoráveis e gostosas Catia e Paty. Que continuemos por prazo indeterminado nossos ménages virtuais..heheheh.
E na iminência deste dia diferenciado,
Como amante do inesperado,
Vi-me arrebatado
Por um toque em meu celular presenteado,
Com o código 71 antes do número não identificado,
Concluindo ser de alguém o chamado
Com todas as características de deixar qualquer homem apaixonado!
[Quarta-feira, Fevereiro 04, 2004]
E o sábio Lao Tse já dizia:
Se deixar de interferir nas pessoas, elas se encarregarão de si mesmas.
Se deixar de comandar as pessoas, elas se comportarão por si mesmas.
Se deixar de pregar ás pessoas, elas se aperfeiçoam por si mesmas.
Se deixar de impor-se as pessoas, elas se tornam elas mesmas.
[Terça-feira, Fevereiro 03, 2004]
Luas, luzes que eu ascendo, e vou te vendo nos céus e nos confins.
Luas, luzes que eu invento, que brilham todo o tempo que estás pensando em mim.
A música tocava ao fundo quando ela dançava nua naquele jardim de éden.As luzes apagadas davam um toque de mistério.Ali debaixo da cascata ela banhava-se contemplando a aura multicolorida da Lua. Ambas estavam nuas. Lua nua - Luanna.Só. E sem solidão. Ela sentia a plenitude de ser e existir. Sua beleza nua refletia a luminosidade que fluía de dentro. Nada esperava. Vivia apenas o instante. Era amor e isto bastava-lhe. Identificava-se Luanna com a Lua Nova.Silenciosa. Brilhante. Serena. Mutável. Sensível...Simplesmente natural.
[Segunda-feira, Fevereiro 02, 2004]